Um substituto à altura do IMC?

Novo índice avalia o percentual de gordura corporal baseando-se apenas na circunferência do quadril e na altura

O Índice de Massa Corporal (IMC), expresso pela relação entre a massa corporal em kg e estatura em m2, é um método largamente utilizado para quantificar a massa corporal de adultos.

Por ser simples de calcular, o IMC é muito utilizado no dia a dia dos profissionais de saúde e nos mais diversos estudos epidemiológicos. No entanto, este cálculo recebe críticas da literatura científica por não representar o grau real de obesidade, uma vez que o peso utilizado para o cálculo é a representação da massa magra (músculos, vísceras e ossos) e da massa gorda (tecido adiposo). Assim, indivíduos com maior massa muscular têm seu IMC aumentado.

A fim de encontrar um método mais preciso, pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos, propuseram a criação de um índice novo, capaz de determinar o percentual de gordura corporal utilizando somente duas variáveis: a circunferência do quadril e a altura.

Segundo os autores, o índice batizado de Body Adiposity Index (BAI), ou índice de adiposidade corporal, pode ser utilizado para homens e mulheres sem a necessidade de correção numérica.

A equação proposta é a seguinte:

Circunferência do Quadril (cm)
____________________________     - 18
(altura   x  valtura)

[circunferência do quadril em centímetros dividido pela altura (em metros) vezes a raiz quadrada da altura (em metros)] menos 18

Para a validação do índice, foram avaliados 1.956 voluntários, integrantes de dois estudos científicos realizados nos Estados Unidos. Todos eles tiveram sua medida de percentual de gordura comparada por dois métodos: o BAI e o DEXA (padrão-ouro para a determinação do percentual de gordura).

Os resultados mostraram que o BAI apresentou maior correlação com a gordura corporal medida pelo DEXA do que o clássico IMC. Vale destacar que, nos indivíduos com gordura corporal entre 25 e 30%, houve 0% de erro na estimativa. No entanto, entre os que tinham menos de 10% de gordura corporal, o índice se mostrou menos preciso.

Os valores recomendados para o percentual de gordura propostos pelo estudo permaneceram os mesmos estabelecidos para avaliações utilizando os demais métodos: homens devem ter entre 15 e 18%; mulheres, entre 20 e 25%.

Porém, os pesquisadores ressaltaram que a aferição foi realizada com indivíduos de origem mexicana e africana e, para que haja dados mais consistentes, é necessário repetir a avaliação em outras populações, como as de origem europeia.

Com tudo isso, o BAI surge como um índice a mais para a avaliação antropométrica, mas ainda é cedo para afirmar se ele pode ou não ser utilizado para a população brasileira. Devido à escassez de estudos sobre o tema, por ora o BAI não deve substituir os já validados e amplamente utilizados índices e métodos.

(Fonte: www.nestle.com.br)

Artigo postado em: 07/07/2011

Emagreça com saúde!

Passaram-se anos de falsas promessas, mas ainda há pessoas que procuram as ditas “fórmulas mágicas” que as façam perder peso. São novos medicamentos e dietas, de autores desconhecidos e sem embasamento científico, que prometem tudo, mas que só trazem frustrações, prejuízos à saúde e alguns quilos extras.

Emagrecer de forma saudável não é um processo misterioso, porém não é tão simples a ponto de ser resolvido apenas restringindo calorias. Embora, ainda se faça um balanço entre as calorias que são consumidas e a energia dispendida diariamente, ganhar ou perder peso é um mecanismo muito mais complexo que envolve fatores genéticos, emocionais, físicos, culturais e ambientais.

O nosso organismo, para funcionar corretamente e realizar suas diversas reações químicas, entre elas a lipólise (“queima” de gordura), precisa do aporte adequado de nutrientes e muitas vezes, isso não é levado em conta em dietas muito restritivas.

Na maioria dessas dietas, observa-se que não há equilíbrio entre os nutrientes ofertados. As vitaminas e os minerais são deixados de lado, as proteínas são priorizadas e os carboidratos e as gorduras se tornam os grandes vilões que, muitas vezes, são eliminados do cardápio. Essas mudanças geram resultados rápidos, porém falsos e difíceis de serem mantidos por muito tempo, pois a redução do peso acontece por perda de líquidos e de massa muscular; a taxa metabólica diminui, afim de poupar o organismo da agressão sofrida pela dieta, contribuindo assim, para a recuperação rápida do peso.

Portanto, se você deseja emagrecer com saúde, siga um plano alimentar feito especialmente para você, faça atividades físicas regularmente e pare de procurar “fórmulas mágicas”!!!

 

Thaísa Santos Stavitzki

Nutricionista – CRN8 3845

Artigo postado em: 16/06/2011

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